Kane assina o melhor golo da era Tuchel e Inglaterra
De acordo com Sports.
Por que isto importa
A vitória da Inglaterra por 3-0 sobre a República Checa destaca a evolução da equipa sob o comando de Thomas Tuchel. Com 12 golos marcados sem resposta nos últimos três jogos, a seleção inglesa demonstra um poderio ofensivo impressionante, o que é crucial para a sua campanha na Liga das Nações. Este desempenho não só solidifica a posição da Inglaterra rumo aos quartos-de-final, mas também aumenta a confiança da equipa após um início de temporada difícil.
Principais conclusões
- Kane assina o melhor golo da era Tuchel e Inglaterra.
- Harry Kane marcou dois e liderou a Inglaterra a um 3-0 sobre a República Checa na Liga das Nações, em Wembley, no jogo em que igualou Peter Shilton (125 internacionalizações).
- Harry Kane scores best goal of the Tuchel era to show what England were missing at the World Cup - Yahoo Sports.
Outra noite de Liga das Nações, outra vitória folgada para a Inglaterra. Em Wembley, a equipa de Thomas Tuchel bateu a República Checa por 3-0 e elevou para 12 os golos marcados sem resposta nos últimos três jogos, desde a derrota tangencial com a Espanha no arranque desta janela internacional. Não foi a avalanche do 7-0 aplicado à Croácia, mas trouxe provavelmente o melhor golo da era Tuchel: uma obra colectiva finalizada por Harry Kane, após uma circulação de primeira que incluiu Elliot Anderson e Morgan Rogers — daqueles lances que os miúdos tentarão replicar no recreio.
Com este triunfo, a Inglaterra cimenta a sua posição rumo aos quartos-de-final da Liga das Nações em março. Ainda faltam os duelos com Croácia e Espanha no próximo mês e, apesar de os ingleses estarem bem encaminhados para terminar em segundo no Grupo A3 — cenário que pode significar um adversário mais duro nos quartos —, o momento de forma e o poderio ofensivo não deixam ninguém indiferente. A selecção de Tuchel está a marcar em série e a dominar os jogos com autoridade.
A sensação destas últimas semanas é a de uma Inglaterra transformada face à equipa que tropeçou no Mundial. O núcleo é, em grande parte, o mesmo, embora Lewis Hall e Trent Alexander-Arnold tenham acrescentado qualidade nos corredores. A diferença, sustentam os sinais em campo, passa também por um contexto competitivo menos asfixiante: a Liga das Nações não carrega o mesmo peso que um grande torneio e os jogadores parecem respirar melhor. Kane e Anthony Gordon falaram, no início desta paragem, sobre as lições da queda frente à Argentina, assumindo a necessidade de cair “com as armas na mão”. Referiram também as eliminações com a Croácia (meias-finais de 2018) e com a Itália (final de 2021) — cicatrizes que alimentam esta recalibração.
Em Wembley, a Inglaterra pressionou alto e não deixou a República Checa respirar. O primeiro golo surgiu perto da meia hora, num lance insólito: Kane abriu à direita e cruzou tenso para Eberechi Eze no segundo poste; Vladimir Coufal, em corrida para cortar, acabou a desviar para a própria baliza, traindo Lukas Hornícek.
O 2-0 foi uma preciosidade colectiva: Alexander-Arnold meteu dentro em Anderson, que de primeira picou a bola por cima de Jiri Slama, encontrando Morgan Rogers no espaço; o extremo respondeu também ao primeiro toque com um cruzamento meia-volta perfeita para a zona de finalização, onde Kane encostou de pé direito a meia dúzia de metros da linha. Tudo a um toque, clínico e implacável. Mais tarde, já na segunda parte, o capitão fez o terceiro de cabeça, na sequência de um canto, na noite em que igualou o recorde de Peter Shilton com 125 internacionalizações. Discretamente, a sua conta goleadora já vai na casa dos 90 golos — a fasquia dos 100 deixa de parecer longínqua.
Para lá dos golos, Eze encantou pela forma como serpenteou entre adversários, Jude Bellingham deixou a sua marca técnica em várias recepções e dribles, e Myles Lewis-Skelly somou arrancadas assertivas pelo corredor. Nem tudo foi perfeito: Jordan Pickford mostrou alguma intranquilidade com a bola nos pés, abrindo a porta a que James Trafford continue a acenar à titularidade no futuro.
Tuchel, que já durante a qualificação para o Mundial sublinhara a importância das janelas de outono para construir “irmandades” competitivas, vê agora emergir soluções. Hall, por exemplo, somou quatro titularidades nesta série na ausência de Nico O’Reilly e ganhou crédito para novos testes. A verdadeira avaliação, sabe-o o seleccionador, chegará nos detalhes das grandes decisões; mas estas exibições podem pesar quando a Liga das Nações entrar na fase a eliminar. Para já, a Inglaterra de Tuchel mostra o que parecia ter faltado no último Mundial: fluidez, coragem e golo.
O que acontece a seguir
Com a Inglaterra a caminho dos quartos-de-final da Liga das Nações, os próximos jogos contra a Croácia e a Espanha serão decisivos. A equipa está a mostrar uma forma crescente, mas terminar em segundo no Grupo A3 pode significar um adversário mais complicado nas eliminatórias. A continuidade do bom desempenho será vital para manter o ímpeto e garantir uma campanha bem-sucedida na Liga das Nações.
Perguntas frequentes
Qual foi o resultado do jogo entre Inglaterra e República Checa?
A Inglaterra venceu a República Checa por 3-0.
Quem marcou o melhor golo da era Tuchel?
Harry Kane marcou o melhor golo da era Tuchel.
Como ficou a classificação do Grupo A3 após este jogo?
Com esta vitória, a Inglaterra cimentou a sua posição rumo aos quartos-de-final da Liga das Nações.
Quais são os próximos jogos da Inglaterra na Liga das Nações?
Os próximos jogos da Inglaterra são contra a Croácia e a Espanha no próximo mês.
Quantos golos a Inglaterra marcou sem resposta nos últimos três jogos?
A Inglaterra marcou 12 golos sem resposta nos últimos três jogos.
