Conselheiro sénior de Infantino demite-se em protesto contra venda de
De acordo com Championat.
Por que isto importa
A demissão de Carlos Cordeiro como conselheiro sénior de Gianni Infantino levanta questões sobre a direção futura da FIFA e a gestão dos direitos dos Campeonatos do Mundo. A venda de direitos pode impactar negativamente o ecossistema do futebol, afetando as federações-membro e o desenvolvimento do desporto, especialmente com a aproximação da Copa do Mundo 2026, que terá um formato ampliado e uma distribuição geográfica inovadora.
Principais conclusões
- Conselheiro sénior de Infantino demite-se em protesto contra venda de.
- Carlos Cordeiro demitiu-se de conselheiro de Gianni Infantino, contestando uma possível venda de uma participação nos direitos dos Mundiais, por considerar que prejudica o futebol e as federações, segundo a Sky News.
- Старший советник главы ФИФА подал в отставку в знак протеста против продажи прав на ЧМ.
Carlos Cordeiro apresentou a demissão do cargo de conselheiro sénior do presidente da FIFA, Gianni Infantino, em protesto contra a possibilidade de venda de uma participação nos direitos ligados aos Campeonatos do Mundo. A informação foi avançada pela Sky News, que cita a própria carta e declarações do ex-dirigente.
De acordo com a mesma fonte, Cordeiro, que assessorava diretamente Infantino, entende que a eventual operação para alienar parte dos direitos associados aos Mundiais representa um risco para o ecossistema do futebol. Na sua posição, o responsável sublinha que uma transação deste tipo pode comprometer os interesses das federações-membro e o futuro do desporto, numa altura em que a FIFA prepara o ciclo do Mundial de 2026, o primeiro com 48 seleções e 104 jogos, distribuído por Estados Unidos, México e Canadá.
“Como conselheiro sénior do presidente da FIFA, ex-banqueiro e adepto de longa data, não posso ficar indiferente quando a FIFA considera vender uma participação no Mundial. Permitam-me ser claro: não tive qualquer envolvimento nesta proposta e sou inequivocamente contra. Não é um bom negócio para as associações-membro da FIFA, não é um bom negócio para o futebol e não é um bom negócio para o futuro a longo prazo desta modalidade”, afirmou Cordeiro, citado pela Sky News.
A saída do conselheiro surge num contexto em que os direitos dos Mundiais – que englobam vertentes comerciais e de exploração de competições – são tradicionalmente uma das principais fontes de receita e de investimento para o desenvolvimento global do futebol. Qualquer alteração estrutural na forma como esses direitos são detidos ou monetizados tende, por isso, a gerar debate intenso entre stakeholders do jogo, desde federações e confederações a patrocinadores e detentores de direitos de transmissão.
Para a FIFA, o ciclo que culmina na Copa do Mundo de 2026 é particularmente sensível: além do novo formato com mais seleções e jogos, o torneio será disputado em 16 cidades de três países, com exigências logísticas e comerciais sem precedentes. O desenho de pacotes de direitos e a estabilidade do seu valor no mercado são vistos como elementos-chave para sustentar a expansão competitiva e a ambição de crescimento da modalidade nas Américas e a nível global.
Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes oficiais sobre a alegada operação em estudo, nem a FIFA se pronunciou publicamente sobre as razões ou os contornos de uma eventual venda de participação nos direitos dos Mundiais. A demissão de Carlos Cordeiro, porém, acrescenta pressão e coloca novas interrogações sobre a estratégia comercial do organismo numa fase decisiva para a preparação do Mundial de 2026, cuja relevância e impacto financeiro serão determinantes para o próximo ciclo do futebol de seleções.
O que acontece a seguir
Com a saída de Cordeiro, a FIFA poderá enfrentar desafios na sua estratégia de comercialização dos direitos dos Mundiais. A pressão para garantir que os interesses das federações-membro sejam respeitados pode aumentar, especialmente à medida que se aproxima a Copa do Mundo 2026, onde a colaboração entre os países anfitriões será crucial para o sucesso do evento.
Perguntas frequentes
O que aconteceu com Carlos Cordeiro?
Carlos Cordeiro demitiu-se do cargo de conselheiro sénior do presidente da FIFA, Gianni Infantino, em protesto contra a possibilidade de venda de uma participação nos direitos dos Campeonatos do Mundo.
Quem confirmou a demissão de Cordeiro?
A informação sobre a demissão de Carlos Cordeiro foi avançada pela Sky News, que cita a própria carta e declarações do ex-dirigente.
Por que Cordeiro decidiu se demitir agora?
Cordeiro decidiu se demitir porque acredita que a eventual venda de direitos dos Mundiais representa um risco para o ecossistema do futebol e compromete os interesses das federações-membro.
Que mudanças estão sendo propostas em relação aos direitos dos Mundiais?
A proposta em questão envolve a alienação de parte dos direitos associados aos Mundiais, o que Cordeiro considera uma má decisão para o futuro do futebol.
Qual é o contexto da demissão de Cordeiro?
A demissão ocorre em um momento em que a FIFA está se preparando para o Mundial de 2026, que será o primeiro com 48 seleções e 104 jogos, distribuídos por Estados Unidos, México e Canadá.
