Ronald Koeman demitiu-se do cargo de seleccionador da Holanda após a eliminação da equipa nos dezasseis-avos de final do Mundial 2026, frente ao Marrocos. O anúncio foi feito em Los Angeles, com o técnico, de 63 anos, a confirmar a decisão através de um comunicado publicado no Instagram.
A partida, disputada na segunda-feira, em Monterrey, terminou empatada 1-1 após prolongamento e foi decidida nas grandes penalidades, com triunfo marroquino por 3-2. A Holanda esteve em vantagem nos instantes finais graças a um golo de Cody Gakpo, mas sofreu o empate em tempo de compensação, apontado por Issa Diop. Da marca dos 11 metros, Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville falharam as suas tentativas.
“Na noite passada tomei a decisão de terminar o meu mandato como seleccionador da Holanda. Partilhávamos o sonho de fazer história neste Mundial, mas não o conseguimos. A responsabilidade final é minha”, escreveu Koeman, assumindo o desfecho da campanha. O treinador referiu ainda motivos pessoais, lembrando que à sua esposa, Bartina, foi diagnosticado um cancro da mama: “Os últimos anos mostraram-me que há coisas mais importantes do que o futebol. A saúde não tem preço e quando alguém que amas trava uma batalha dura, a perspectiva muda.”
Koeman estava no segundo mandato à frente da selecção neerlandesa, depois de ter treinado, entre outros clubes, o Barcelona, o Southampton e o Everton.
Entretanto, a federação de futebol dos Países Baixos condenou os insultos racistas dirigidos a jogadores após a eliminação: “O futebol une pessoas, independentemente da sua origem ou contexto. Traçamos uma linha clara contra este tipo de comportamento. Racismo e discriminação não têm lugar no futebol, online ou na nossa sociedade.”