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Copa 2026

Olise potencia Mbappé a novos patamares: França arranca Mundial 2026 com 3-1 ao Senegal em Nova Iorque

Exibição dominante de Michael Olise e bis de Mbappé garantem vitória por 3-1 da França sobre o Senegal no arranque do Grupo I em Nova Iorque.

18 de junho de 2026Global
Olise potencia Mbappé a novos patamares: França arranca Mundial 2026 com 3-1 ao Senegal em Nova Iorque

Kylian Mbappé precisou de um instante de génio de Michael Olise para desbloquear um jogo que começou encravado para a França. Um passe vertical milimétrico do novo reforço do Bayern levou o capitão dos Bleus à cara de Edouard Mendy para abrir caminho ao 3-1 sobre o Senegal, no MetLife Stadium, em Nova Iorque, vitória que lança a candidatura gaulesa no Grupo I do Mundial 2026.

O primeiro golo permitiu a Mbappé igualar Olivier Giroud como melhor marcador de sempre da seleção francesa, mas o avançado não ficou por aí. Já na segunda parte, um remate poderoso de longa distância deu-lhe a dobradinha e colocou-o isolado no topo dos artilheiros de sempre de França (58), ultrapassando também Just Fontaine (13) como francês com mais golos em fases finais de Mundiais. Com este ritmo, o recorde de Miroslav Klose (16) está ao alcance nas próximas semanas.

A exibição, no entanto, foi tudo menos linear. Segundo a Opta, a França rubricou apenas um remate na primeira parte — um mínimo histórico dos Bleus numa fase de grupos desde 1966. A resposta chegou após o intervalo e teve a assinatura de Olise: arrancadas a romper linhas, mudanças de velocidade e a visão de jogo a ditar a cadência ofensiva.

Pouco antes do 1-0, Olise já tinha derivado para a direita, tabelado com Jules Koundé e lido os movimentos no último terço. Daí nasceu o rasgo: um passe teleguiado para a desmarcação de Mbappé, que apenas desviou a bola o suficiente para bater Mendy. A química entre ambos voltou a sentir-se instantes depois, com Olise a atrair pressão no miolo e a soltar outra bola açucarada no espaço. A avalanche francesa acabou por render também o golo de Bradley Barcola, autor do segundo tento gaulês, antes de Mbappé selar a conta. O Senegal ainda reduziu, fixando o 3-1 final.

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No meio de um elenco repleto de experiência, com Ousmane Dembélé e Désiré Doué a completar um quarteto ofensivo móvel, Olise destacou-se de forma categórica e foi eleito Jogador do Jogo. A sua leitura entrelinhas — muitas vezes surgindo entre Dayot Upamecano e William Saliba para iniciar construção — e a capacidade de resistir ao contacto físico elevam a França para um patamar que promete marcar a competição.

Thierry Henry, selecionador olímpico francês que o conhece bem, foi taxativo: "É o que ele [Michael Olise] faz sem bola, é um sonho para qualquer treinador. Não joga o jogo, pensa o jogo; pode atuar em muitas posições. Não precisas mudar a equipa para te adaptares a ele, ele encaixa. Claro que tem [potencial para ser o melhor do mundo]".

Taticamente, a França de Didier Deschamps beneficiou da liberdade posicional do seu quarteto da frente para desmontar tanto blocos baixos como transições. Se os adversários se esticam, Olise fere em contra-ataque; se recuam, encontra linhas de passe impossíveis. A fome de números no último terço mantém-se imparável, depois de ter somado 27 assistências na última época.

Em Nova Iorque, ficou a sensação de que a parceria Olise–Mbappé pode tornar-se a combinação mais letal do torneio — uma dupla com ecos de Romário e Bebeto em 1994, ainda que estes Bleus contem com uma profundidade de opções de luxo. A pergunta que se segue ao 3-1 ao Senegal é simples: como travar um Olise nesta forma e, por arrasto, um Mbappé lançado para novos recordes?


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