O que Thomas Tuchel aprendeu durante a pausa internacional
De acordo com Bbc.
Contexto
Thomas Tuchel, como novo treinador da seleção inglesa, está a moldar a equipa após a desilusão do Mundial. A inclusão de jogadores excluídos anteriormente e a promoção de novos talentos indicam uma abordagem renovada, enquanto Kane permanece como a figura central. A capacidade de Tuchel de integrar esses elementos será crucial para o sucesso da Inglaterra na Liga das Nações e além.
Por que isto importa
A vitória de 3-0 da Inglaterra sobre a República Checa na Liga das Nações é um sinal positivo para a equipa de Thomas Tuchel, especialmente após a dolorosa derrota nas meias-finais do Mundial. O desempenho de Harry Kane, que igualou o recorde de 125 internacionalizações, reforça a sua importância no plantel e a sua capacidade de liderar a equipa em momentos cruciais. Este triunfo pode ser um impulso necessário para a Inglaterra, à medida que se prepara para a Copa do Mundo 2026.
Principais conclusões
- O que Thomas Tuchel aprendeu durante a pausa internacional.
- Phil McNulty analisa o desempenho da seleção inglesa durante a pausa internacional, destacando jogadores como Harry Kane, Anthony Gordon e a ascensão de Alex Scott.
- England: What has boss Thomas Tuchel learned during international break? - BBC Sport.
A derrota da seleção inglesa nas meias-finais do Mundial para a Argentina foi um golpe doloroso, prolongando a angústia de décadas sem conquistas. No entanto, o processo de recuperação teve início de forma rápida. A pausa internacional prolongada e os quatro jogos da Liga das Nações deram ao treinador Thomas Tuchel, bastante criticado pelas suas táticas defensivas naquele desaire em Atlanta, a oportunidade de reconstruir e reabilitar a equipa após essa desilusão.
O plantel de Tuchel incluiu jogadores que foram chamados após terem sido excluídos dos seus planos, bem como novos elementos na seleção inglesa, enquanto figuras centrais como o capitão Harry Kane continuaram a ser o pilar das suas estratégias. O que é que Tuchel aprendeu sobre o início da campanha inglesa na Liga das Nações?
Era esperado que o capitão Kane fosse a estrela do triunfo por 3-0 sobre a República Checa, comemorando a igualdade com o recorde de Peter Shilton de 125 internacionalizações. Kane, ainda insubstituível aos 33 anos, aumentou a sua contagem de golos, somando agora 91 e mantendo-se 38 golos à frente de Wayne Rooney, que ocupa a segunda posição com 53 golos em 120 jogos. Com Kane a manter-se em grande forma e totalmente recuperado, parece agora ser apenas uma questão de tempo até que se torne o primeiro jogador a atingir os 100 golos pela seleção inglesa. Este cenário deve ter agradado a Tuchel, mas o que é ainda mais satisfatório para o treinador alemão é o facto de agora ter à sua disposição um quarteto ofensivo capaz de ameaçar qualquer adversário no futebol mundial.
Kane é o ponta-de-lança insuperável, mas Anthony Gordon, que se destacou em três jogos da Liga das Nações contra Espanha, República Checa e Croácia antes de ser poupado neste encontro em Wembley, elevou o seu nível de jogo desde que se transferiu do Newcastle para o Barcelona. Gordon é um criador com uma velocidade impressionante, enquanto Bukayo Saka, atuando na ala direita, parece rejuvenescer após um Mundial em que foi afetado por uma lesão no tendão de Aquiles, tendo provado o seu valor ao marcar dois golos na Croácia. E, logo atrás deles, está Jude Bellingham, considerado o jogador do ano de Inglaterra, que com apenas 23 anos representa o futuro brilhante do país.
Esta situação pode não ser benéfica para Cole Palmer, do Chelsea, cuja saída da seleção permitiu que outros consolidassem o seu lugar na equipa, com Morgan Gibbs-White, do Nottingham Forest, a demonstrar o seu compromisso ao encurtar umas férias familiares para se juntar ao grupo após uma exclusão inicial. O quarteto ofensivo de Inglaterra parece agora uma combinação natural, complementada por Morgan Rogers, do Chelsea, enquanto o jovem Rio Ngumoha, do Liverpool, é um potencial candidato internacional para os próximos anos. Se Tuchel conseguir manter este quarteto em plena forma, a Inglaterra será uma ameaça para qualquer oponente.
Entre as boas notícias, uma grande desilusão para a Inglaterra e para Tuchel foi a lesão do médio Alex Scott, do Bournemouth, após uma estreia impressionante na vitória por 7-0 na Croácia. Scott integrou-se de forma notável no meio-campo da Inglaterra, mostrando uma corrida poderosa, uma gama completa de passes e uma energia que o fez parecer à vontade ao mais alto nível. A sua ascensão destacou a riqueza de opções que Tuchel tem à disposição na zona do meio-campo, mesmo com Declan Rice, um jogador habitual, a ser gerido após uma lesão. Tuchel afirmou: "Declan ainda é um ponto fixo na minha equipa, sim, mas outros jogadores estão a surgir e a impressionar, e é uma competição contínua".
A lesão na coxa que o afastou do jogo contra a República Checa foi um golpe para Scott e para a seleção - e também para o Bournemouth, que teme que o seu afastamento dure dois meses. Elliot Anderson, a contratação de 116 milhões de euros do Manchester City proveniente do Nottingham Forest, continua a progredir após um bom Mundial, enquanto Tuchel estava disposto a dar a oportunidade ao jovem Myles Lewis-Skelly, do Arsenal, em jogos da Liga das Nações. James Garner, do Everton, também teve a sua chance e é muito apreciado por Tuchel, que o chamou de "mini Valverde" - uma referência em tom de brincadeira ao médio do Real Madrid, mas que demonstra a sua elevada consideração por ele.
O jovem Kobbie Mainoo, do Manchester United, saiu devido a uma lesão, enquanto Adam Wharton, do Crystal Palace, tão bem cotado, não conseguiu impor-se nos planos de Tuchel. A forma como Tuchel tem tratado Trent Alexander-Arnold tem sido um tema constante durante o seu tempo como selecionador, com uma aparente desconfiança em relação às fraquezas defensivas do lateral do Real Madrid, que culminou na sua exclusão do plantel do Mundial. A situação de Alexander-Arnold parecia complicada desde que Tuchel, após o deixar de fora das eliminatórias para o Mundial contra Andorra e Sérvia em agosto de 2025, disse: "Se ele quiser ter um impacto na seleção inglesa, então tem de levar a parte defensiva muito, muito a sério. Porque quando falamos, especialmente sobre futebol de qualificação, e depois sobre futebol de torneio, um erro defensivo, um momento em que não estás 100% concentrado, pode ser decisivo. Pode ser o momento em que arrumas as malas e vais para casa."
No entanto, Tuchel pareceu deixar de lado essas reservas ao convocá-lo para estes quatro jogos da Liga das Nações, e Alexander-Arnold respondeu com atuações que exigem a sua contínua inclusão. O jogador de 27 anos fez a sua primeira titularidade sob Tuchel - de facto, a sua primeira desde que marcou na vitória na Liga das Nações contra a Finlândia em outubro de 2024 - contra a República Checa em Praga, demonstrando a dimensão extra que oferece à Inglaterra com um cruzamento de classe mundial para o golo inaugural de Gordon. Alexander-Arnold foi uma força potente contra os checos em Wembley, obrigando o guarda-redes Lukas Hornicek a uma boa defesa com um livre de 30 jardas e fornecendo vários cruzamentos perigosos. É verdade que as suas potenciais deficiências defensivas não foram testadas, mas Alexander-Arnold mostrou classe e capacidade criativa suficientes para, seguramente, evitar ser descartado novamente por Tuchel.
Lewis Hall, do Newcastle United, destacou-se como um dos grandes vencedores dos primeiros jogos da Liga das Nações, fazendo um forte caso para se tornar o lateral-esquerdo a longo prazo de Tuchel. Hall entrou em ação em três partidas após Nico O'Reilly, do Manchester City, que era o titular no Mundial e no jogo de abertura contra a Espanha, ter regressado ao clube por lesão. Isso permitiu a Hall, que acabou de assinar um novo contrato até 2031 com o Newcastle, a oportunidade de mostrar o seu valor - e ele fez isso em grande estilo. O jovem de 22 anos impressionou tanto nos jogos contra a República Checa como na goleada na Croácia, com um fator-chave a jogar a seu favor. A parceria de Hall na ala esquerda com Gordon, seu antigo colega do Newcastle, pareceu uma combinação natural, funcionando em perfeita harmonia, o que dará a Tuchel muito em que pensar. O'Reilly não cometeu erros, mas surgem questões sobre se ele é um lateral-esquerdo nato ou apenas um médio reconvertido. Hall mostrou-se à altura em todos os aspetos, tornando difícil para Tuchel deixá-lo de fora, com a ligação a Gordon a aumentar ainda mais o seu apelo para o treinador da seleção inglesa.
O que acontece a seguir
Com a Liga das Nações em andamento, a Inglaterra deverá continuar a construir sobre este sucesso, testando novas formações e jogadores. A presença de talentos emergentes como Alex Scott e Anthony Gordon ao lado de veteranos como Kane pode oferecer uma nova dinâmica à equipa. O foco agora será manter a consistência e preparar-se para os desafios futuros, tanto na Liga das Nações como nas eliminatórias para a Copa do Mundo 2026.
Perguntas frequentes
Qual foi o resultado do jogo entre Inglaterra e República Checa?
A Inglaterra venceu a República Checa por 3-0.
Como a vitória sobre a República Checa impactou a classificação da Liga das Nações?
A vitória ajudou a Inglaterra a iniciar a sua campanha na Liga das Nações de forma positiva.
Quem foi o destaque do jogo Inglaterra vs República Checa?
Harry Kane foi o destaque, comemorando a igualdade com o recorde de Peter Shilton de 125 internacionalizações.
Qual é o próximo jogo da seleção inglesa na Liga das Nações?
O próximo jogo da seleção inglesa na Liga das Nações não foi mencionado no artigo.
Quantos golos Harry Kane tem pela seleção inglesa?
Harry Kane tem 91 golos pela seleção inglesa.
