José Mourinho revelou que «não acreditou» quando foi despedido do Tottenham a poucos dias da final da Taça da Liga Inglesa, em 2021. O treinador português, então com 63 anos, foi nomeado em novembro de 2019 para suceder a Mauricio Pochettino, com os Spurs à procura de pôr fim a uma seca de títulos que remontava a 2008.
Ao comando do Tottenham, Mourinho somou 44 vitórias em 86 jogos oficiais (19 empates e 23 derrotas), com a equipa a marcar 166 golos e a sofrer 103. O técnico estava preparado para enfrentar o Manchester City na decisão de Wembley, mas foi afastado seis dias antes do encontro, sendo Ryan Mason nomeado interino.
Os Spurs acabariam por perder a final por 1-0, e Mourinho sustenta que o clube colocou a qualificação para a Liga dos Campeões à frente da possibilidade de erguer um troféu. «Não podia acreditar», disse no podcast Beast Mode On. «Sei que a final foi num Wembley quase vazio [devido à Covid-19]. Mas era uma final. Numa altura em que o Tottenham não tinha troféus.»
«Para mim e para os jogadores, significava tudo. Lembro-me de que nessa semana íamos defrontar o Southampton antes da final e o meu foco estava totalmente em Wembley. Foi um choque», acrescentou o português, referindo ainda «uma espécie de contradição» entre a sua ambição e as prioridades do clube.
Mourinho evocou nomes como Harry Kane, Son Heung-min e Hugo Lloris para sublinhar a urgência de títulos naquele ciclo. «Para eles, a final não importava tanto; para mim e para os jogadores, era tudo», concluiu.
