Mensagem do Persepolis aos rivais: nós 4 milhões
De acordo com Varzesh3.
Contexto
O Persepolis, um dos clubes mais históricos da Liga do Irão, está a navegar por um cenário desafiador onde a presença de jogadores estrangeiros está a ser reduzida. A manutenção de cinco atletas não iranianos, incluindo Thievy Bifouma, é um ponto positivo, mas a situação de outros, como Daniel Gra e Marco Bakić, poderá levar a mudanças significativas no plantel.
Por que isto importa
O Persepolis, um dos clubes mais proeminentes da Liga do Irão, está a redefinir a sua abordagem em relação a jogadores estrangeiros, destacando um orçamento de 4 milhões de dólares. Esta decisão reflete uma tendência mais ampla na liga, onde a maioria das equipas optou por treinadores e jogadores nacionais, possivelmente devido a flutuações económicas. A capacidade do Persepolis de manter um núcleo de jogadores não iranianos pode ser crucial para a sua competitividade na temporada.
Principais conclusões
- Mensagem do Persepolis aos rivais: nós 4 milhões.
- Persepolis revela orçamento de 4 M$ para estrangeiros, admite possíveis saídas e fecha a porta a novas contratações externas nas próximas janelas, num cenário em que a Liga do Irão reduz a aposta em jogadores e treinadores estrangeiros.
- پیغام پرسپولیس به مدعیان: ما 4 میلیون دلار، شما چقدر؟ | ورزش سه.
O Persepolis deu um sinal de força — e de transparência — aos restantes candidatos da Liga do Irão. Peyman Hadadi, jovem CEO do campeão de Teerão, revelou em entrevista que o clube reservou cerca de quatro milhões de dólares para os salários dos seus jogadores estrangeiros esta época. Numa liga cada vez mais condicionada pelas flutuações cambiais, a mensagem soou a desafio: nós mostramos os números, e vocês?
A realidade do campeonato iraniano em 2026/27 mudou. Pela primeira vez desde que há registo, as 18 equipas iniciaram a temporada com treinadores nacionais, sem qualquer técnico estrangeiro no banco, e o mercado para jogadores de fora encolheu drasticamente. Sepahan e Foolad, por exemplo, praticamente não contam com futebolistas estrangeiros (à excepção de Riki Alves em Isfahan). Neste cenário, o Persepolis destacou-se por manter o núcleo de cinco atletas não iranianos do último ano — mas sem garantia de continuidade para todos.
Entre os casos em análise está o do defesa húngaro Daniel Gra, ainda sem minutos devido a lesão e agora pressionado pela forma de Majid Aidi, dono do lugar à direita. Marco Bakić, médio montenegrino que terminou a época passada em alta, não se impôs nos planos de Mehdi Tartar no arranque atual e poderá sair se a situação não se inverter. Em sentido oposto, Thievy Bifouma tem sido um dos destaques do Persepolis, ganhou estatuto de titular e até poderá discutir uma renovação se mantiver o nível.
Igor Sergeev, avançado uzbeque, esteve no radar do antigo clube, o Pakhtakor, no verão. Soma apenas um golo nesta temporada, mas o balanço global dos últimos meses é visto como positivo e, desbloqueadas as questões financeiras, admite-se a extensão do vínculo por mais um ano. Outro dossiê sensível é Oston Urunov: Hadadi admitiu que o Persepolis considerou vendê-lo após o Mundial por uma proposta vantajosa, mas o negócio não avançou. A qualidade técnica do uzbeque não está em causa; se recuperar a melhor forma, pode voltar a ser um dos estrangeiros de referência da liga, a par de nomes como Yaser Asani.
Ainda assim, o dirigente foi taxativo: não haverá investimento em novas contratações estrangeiras no mercado de inverno nem no de verão seguinte. A prioridade passará por valorizar talento interno, e do atual grupo de cinco estrangeiros podem sair dois a três atletas nos próximos meses. O dilema não é exclusivo do Persepolis: rivais directos como Esteghlal e Tractor enfrentam desafios semelhantes, também eles a reavaliar contratos e a gestão de custos em moeda forte.
Hadadi insistiu que o Persepolis é, hoje, o clube mais transparente do Irão em matéria financeira. Ao tornar público o peso salarial dos seus estrangeiros (cerca de 4 M$), o líder encarnado de Teerão lança um repto aos restantes emblemas para seguirem o exemplo — numa Liga do Irão que, entre constrangimentos económicos e ambições desportivas, redefine a sua relação com o mercado externo.
O que acontece a seguir
Com a janela de transferências a fechar, o Persepolis poderá enfrentar decisões difíceis sobre a continuidade de alguns dos seus jogadores estrangeiros. A situação de Daniel Gra, que ainda não teve minutos devido a lesão, e a forma de Marco Bakić, que não se impôs, serão cruciais para determinar o futuro do plantel. Além disso, a performance de Thievy Bifouma poderá influenciar a estratégia do clube em termos de renovações e contratações futuras.
Perguntas frequentes
O que aconteceu com o Persepolis recentemente?
O Persepolis revelou que reservou cerca de quatro milhões de dólares para os salários dos seus jogadores estrangeiros nesta época, destacando-se na Liga do Irão.
Quem confirmou a reserva financeira do Persepolis?
Peyman Hadadi, o jovem CEO do Persepolis, confirmou a reserva financeira em uma entrevista.
Por que o Persepolis fez essa declaração agora?
A declaração foi feita em um contexto onde a Liga do Irão enfrenta flutuações cambiais e uma diminuição no número de jogadores estrangeiros, destacando a força e transparência do clube.
Quais mudanças ocorreram na Liga do Irão nesta temporada?
Pela primeira vez, todas as 18 equipas da Liga do Irão iniciaram a temporada com treinadores nacionais, sem técnicos estrangeiros.
Quais jogadores estrangeiros o Persepolis mantém na equipe?
O Persepolis mantém um núcleo de cinco atletas não iranianos do ano anterior, incluindo Thievy Bifouma, que se destacou, e Daniel Gra, que enfrenta dificuldades devido a lesão.
