“A decisão deve ser colegial”: Vyacheslav Fetisov contesta venda
De acordo com Championat.
Contexto
Вячеслав Фетисов, conhecido por sua carreira no hóquei no gelo, agora se posiciona no debate sobre a gestão do futebol, destacando a importância de decisões coletivas. A sua crítica à FIFA e a Gianni Infantino pode influenciar a forma como a organização aborda a venda de direitos comerciais, especialmente com a aproximação da Copa do Mundo 2026, que promete ser um evento monumental no calendário desportivo.
Por que isto importa
A posição de Вячеслав Фетисов sobre a venda dos direitos comerciais do Mundial 2026 levanta questões cruciais sobre a governança no futebol. A crítica à decisão unilateral de Gianni Infantino reflete preocupações sobre a transparência e o uso dos fundos gerados, especialmente em um evento de grande magnitude como a Copa do Mundo 2026. A discussão sobre a gestão financeira do torneio é vital para garantir que o desenvolvimento do futebol global não seja comprometido.
Principais conclusões
- “A decisão deve ser colegial”: Vyacheslav Fetisov contesta venda.
- Fetisov considera que a eventual venda de uma fatia dos direitos comerciais do Mundial deve ser discutida e aprovada colegialmente, e não decidida de forma unilateral pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino.
- Решение должно быть коллегиальным. Вячеслав Фетисов — о продаже прав на ЧМ.
Vyacheslav Fetisov, bicampeão olímpico de hóquei no gelo e três vezes vencedor da Taça Stanley (uma enquanto treinador), criticou a hipótese de o presidente da FIFA, Gianni Infantino, decidir sozinho a venda de uma participação nos direitos comerciais do Campeonato do Mundo. Em declarações citadas pela agência TASS, o antigo internacional russo defendeu que um dossiê desta dimensão tem de ser apreciado e aprovado de forma colegial dentro do organismo que rege o futebol mundial.
A posição de Fetisov surge após a notícia avançada pelo jornal britânico The Times, que revelou que Infantino estaria a estudar a alienação de uma fatia dos direitos comerciais do Mundial a investidores privados. Segundo a mesma publicação, a FIFA terá inclusivamente consultado representantes da administração do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no âmbito dessa análise.
“É preciso perceber para onde vão esses fundos e se servem o desenvolvimento do futebol no mundo”, sublinhou Fetisov, citado pela TASS. O antigo campeão olímpico lembrou ainda que o Comité Olímpico Internacional também gera receitas muito elevadas, frisando que o essencial é que tais operações não prejudiquem as modalidades nem o movimento olímpico. Para Fetisov, decisões desta natureza “calculam-se e discutem-se” e não devem ficar nas mãos de “um único presidente de uma federação”.
O russo deixou igualmente uma nota sobre o formato competitivo do Mundial, considerando que um torneio com 64 selecções seria “demasiado”, porque “abrangeria metade das equipas que jogam no mundo”. Recorde-se que a edição de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, terá 48 selecções e 104 jogos, num modelo já aprovado pela FIFA.
A discussão em torno dos direitos comerciais do Mundial 2026 ganha relevância pela dimensão do evento e pelo impacto que novas estruturas de financiamento podem ter no ecossistema do futebol. Os direitos comerciais — que englobam patrocínios, marketing e outras activações globais — são, a par dos direitos de transmissão, uma das principais fontes de receita do organismo. Qualquer alteração à sua titularidade ou modelo de exploração é, por isso, acompanhada com atenção por federações, patrocinadores e adeptos.
A mensagem de Fetisov aponta para a necessidade de transparência, escrutínio interno e alinhamento com a missão de desenvolvimento do futebol. Num ciclo em que o Mundial se expande para novos formatos e mercados, o debate sobre como captar investimento sem comprometer a integridade desportiva estará, inevitavelmente, no centro da agenda da FIFA.
O que acontece a seguir
Com a crescente pressão para uma abordagem mais colegial na tomada de decisões, a FIFA pode ser forçada a reavaliar sua estrutura de governança. A consulta a investidores privados e a administração de Donald Trump sugere que a FIFA está explorando novas fontes de receita, mas isso pode gerar resistência de figuras influentes como Fetisov. O futuro da Copa do Mundo 2026 pode depender de um equilíbrio entre interesses comerciais e o desenvolvimento do futebol mundial.
Perguntas frequentes
O que Vyacheslav Fetisov contestou?
Fetisov contestou a venda unilateral de direitos comerciais do Mundial 2026 pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino.
Quem confirmou a venda dos direitos do Mundial 2026?
A confirmação da venda dos direitos comerciais do Mundial 2026 foi mencionada pelo jornal britânico The Times.
Por que Vyacheslav Fetisov se manifestou agora?
Fetisov se manifestou após notícias sobre Infantino estudar a alienação de uma fatia dos direitos comerciais a investidores privados.
Que mudanças Fetisov sugere para a venda dos direitos do Mundial?
Fetisov sugere que a decisão sobre a venda dos direitos deve ser feita de forma colegial e não por um único presidente.
Qual é a preocupação de Fetisov sobre os fundos gerados?
Fetisov expressou preocupação sobre para onde vão os fundos e se eles servem ao desenvolvimento do futebol no mundo.
