Argentina despede-se de Messi no último jogo pela seleção
De acordo com Sports.
Por que isto importa
A despedida de Lionel Messi da seleção argentina marca o fim de uma era que durou mais de duas décadas. Com 125 golos e conquistas significativas, incluindo a Copa do Mundo e duas Copas América, Messi tornou-se um símbolo do futebol argentino. Este momento não é apenas um adeus a um jogador, mas a uma parte da identidade desportiva do país, que sempre viu em Messi um embaixador global.
Principais conclusões
- Argentina despede-se de Messi no último jogo pela seleção.
- A Argentina prepara o adeus internacional de Lionel Messi num amigável com o Benim, marcando o fim de uma era para a Albiceleste.
- Argentina bids Messi farewell in final national team match, ending an era - Yahoo Sports.
Buenos Aires prepara-se para um momento que muitos argentinos julgaram impensável: ver a seleção nacional entrar em campo sem Lionel Messi. Esta terça-feira, no Estádio mais imponente da capital, um simples amigável frente ao Benim transforma-se no adeus de uma lenda que durante 21 anos vestiu a camisola da Albiceleste. Aos 39 anos, Messi despede-se com números que falam por si: 125 golos, duas Copas América e um título mundial. O encontro, que em qualquer outro contexto passaria quase despercebido, tornou-se um evento de comoção nacional. O adeus chega semanas depois do anúncio feito a 31 de agosto, na sequência da derrota com a Espanha na final do Mundial, decisão que provocou um misto de gratidão e tristeza entre os adeptos, embora o capitão continue a brilhar no Inter Miami, na Major League Soccer. Dentro e fora da Argentina, a relação com Messi foi intensa e por vezes implacável. O menino tímido de Rosario que partiu para a formação do Barcelona aos 13 anos cresceu até ao estatuto de ícone global, amado e contestado por compatriotas que, durante anos, questionaram o seu vínculo afetivo à seleção. Hoje, essa devoção já não está em causa — nem a que o país dedica ao seu maior embaixador desportivo. “É duro viver na Argentina. O futebol dá-te alívio, dá-te alegria”, sintetizou o académico Andrés Rabinovich, ao explicar o efeito Messi num povo habituado a conviver com instabilidade. O jogo de despedida — o 208.º com a camisola da seleção — foi promovido como “o último tango”. Mais de 85 mil bilhetes esgotaram em 90 minutos e chegaram a atingir 2.500 dólares nas plataformas de revenda. Em campo, a homenagem juntou campeões do Mundo de 1978, 1986 e 2022 — e respetivas famílias — numa guarda de honra carregada de simbolismo. Messi, acompanhado pelos três filhos, surgiu sob um céu iluminado por fogo de artifício, ao som de um estádio inteiro a entoar “ME-SSI! ME-SSI!”. Na relva, uma camisola 10 gigante foi estendida com uma palavra simples: “Gracias”. Ao longo de quase duas décadas, Messi colecionou troféus a nível de clubes e fãs em todo o mundo, sem que, durante muito tempo, chegasse a consagração máxima com a seleção. As comparações com Maradona eram inevitáveis; as bancadas chegaram a responder com cânticos de “Diego, Diego”, lembrando o padrão quase inatingível do herói de 1986. Após a terceira final perdida em 2016, Messi chegou a abandonar brevemente a seleção, num gesto que espelhava a pressão colossal que carregava. O ponto de viragem aconteceu em 2021, no Maracanã, quando a Argentina bateu o Brasil para conquistar a Copa América após 28 anos. Messi, tantas vezes acusado de frieza, desabou em lágrimas e foi abraçado por uma equipa em êxtase. “As vitórias desmontam críticas. É assim que o futebol funciona na Argentina”, explicou o sociólogo do desporto Diego Murzi. O triunfo no Mundial seguinte, no Qatar, selou definitivamente a sua condição de herói nacional, com milhões nas ruas num delírio coletivo difícil de repetir. Nas últimas semanas, multiplicaram-se as homenagens: murais surgiram por todo o país, o diário La Nación lançou “Imortal”, documentário sobre a sua derradeira campanha mundialista, e publicou uma edição especial de 196 páginas dedicada à carreira do capitão. O Obelisco de Buenos Aires iluminou-se de celeste e branco, enquanto na Patagónia se ergue uma estátua de 26 metros, com 70 toneladas, retratando Messi ajoelhado com o troféu do Mundo. A camisola 10 da Argentina, entretanto, não tem herdeiro designado: o selecionador Lionel Scaloni já admitiu que a decisão ficará para depois do último jogo do capitão. “Como Maradona, será único — uma figura que não se repete”, resume o professor Pablo Brescia, ao sublinhar a dimensão irrepetível do fenómeno Messi. O vínculo do craque ao Inter Miami estende-se até 2028, mas termina aqui o ritual que hipnotizou gerações: a sensação de que, com Messi pela seleção, tudo podia acontecer. Como recorda Murzi, foram anos a testemunhar momentos que dificilmente verão réplica noutro jogador.
O que acontece a seguir
Após o jogo contra o Benim, a seleção argentina terá de se reinventar sem a sua maior estrela. A preparação para a Copa do Mundo 2026 será um desafio, pois a equipe busca novos talentos que possam preencher o vazio deixado por Messi. Enquanto isso, os adeptos continuarão a celebrar as memórias e conquistas que o jogador trouxe para a Albiceleste.
Perguntas frequentes
O que aconteceu no último jogo de Messi pela seleção argentina?
Lionel Messi despediu-se da seleção argentina em um amistoso contra Benin, marcando o fim de uma era de 21 anos com a Albiceleste.
Quem confirmou a despedida de Messi da seleção?
A despedida de Messi foi confirmada por ele mesmo em um anúncio feito no dia 31 de agosto, após a derrota na final do Mundial.
Por que a despedida de Messi está acontecendo agora?
A despedida ocorre após a derrota da Argentina na final do Mundial, o que gerou um misto de gratidão e tristeza entre os adeptos.
Quais mudanças ocorrerão na seleção argentina após a saída de Messi?
A saída de Messi marca o fim de uma era, e a seleção argentina terá que se adaptar sem seu maior ícone e capitão.
Quantos jogos Messi fez pela seleção argentina?
Messi fez 208 jogos pela seleção argentina antes de sua despedida.
