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Reforma do futebol em Itália: Marcheschi (Fratelli d'Italia) propõe taxa de 2% nas apostas e teto para comissões

“Chegou o momento de agir”: Marcheschi avança com DDL que prevê 2% sobre a recolha de apostas futebolísticas e um teto às comissões dos procuradores, visando cerca de 230 milhões de euros para formação e estádios.

28 de junho de 2026Global
Reforma do futebol em Itália: Marcheschi (Fratelli d'Italia) propõe taxa de 2% nas apostas e teto para comissões
“Chegou o momento de agir.” Foi assim que Paolo Marcheschi, senador do Fratelli d’Italia, apresentou o seu projeto de lei “Disposições em matéria de sistema futebolístico italiano”, que visa uma reforma estrutural do futebol em Itália. Entre as medidas destacam-se um prelievo de 2% sobre a recolha das apostas desportivas relativas ao futebol e um teto às comissões dos procuradores. Em declarações ao programa Maracanà, da rádio de Tuttomercatoweb, Marcheschi explicou que a proposta pretende responder a “um grave problema de sustentabilidade” do setor. O objetivo é criar uma moldura legal que permita canalizar mais recursos para o futebol sem recorrer a apoios estatais diretos, travando o endividamento e corrigindo anos de falta de investimento em formação e infraestruturas, que, segundo o senador, levaram à perda de competitividade e à manutenção de estádios “entre os mais atrasados da Europa”. Sobre a taxa nas apostas, Marcheschi adiantou que o mecanismo poderá devolver ao futebol valores na ordem dos 230 milhões de euros, montante a aplicar de forma vinculada nos viveiros (academias) e na melhoria das condições para os jovens jogadores. Image Questionado sobre a intervenção do poder político na autonomia do futebol, o senador recordou que sem legislação do Estado alguns dossiers ficariam indefinidamente por resolver, citando como exemplo a lei dos direitos televisivos. A atuação do legislador, defende, deve criar “normas de enquadramento”, cabendo depois ao setor gerir a repartição das novas receitas. Quanto às comissões dos procuradores, Marcheschi sublinhou que, sendo uma profissão já regulamentada e com um novo registo criado pelo Governo, a intenção é estabelecer um teto de referência sem impor tabelas rígidas de mínimos e máximos, permitindo flexibilidade num mercado livre. Outra medida prevista no projeto é a eliminação da contribuição fiscal para jogadores formados pelos clubes até aos 23 anos, numa lógica de incentivo claro ao talento local. Marcheschi criticou ainda a tendência de favorecer atletas estrangeiros “que muitas vezes valem menos do que os nossos”, insistindo na necessidade de recentrar o investimento na formação italiana. O senador reconhece que haverá resistências, mas pede perseverança para “ajudar o nosso futebol” a recuperar solidez económica e competitividade desportiva. Image
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