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Rangers: Derek McInnes seria a “opção perfeita” para o Ibrox? Ex-adjunto Tony Docherty explica

Tony Docherty e Rory Loy veem em Derek McInnes a escolha ideal para o Rangers, caso se confirme a saída de Danny Rohl, apontando a sua competitividade e ligação ao clube para elevar a equipa na luta com o Celtic.

17 de junho de 2026Global
Rangers: Derek McInnes seria a “opção perfeita” para o Ibrox? Ex-adjunto Tony Docherty explica

A iminente mudança de Derek McInnes do Hearts para o Rangers continua a marcar a atualidade na Escócia. Com Danny Rohl a caminho do Red Bull Salzburg, abre-se a porta para o regresso de McInnes ao Ibrox, onde vestiu a camisola do Rangers entre 1995 e 2000.

Tony Docherty, antigo adjunto de McInnes em St Johnstone e Aberdeen, não tem dúvidas: seria a “opção perfeita” para o Rangers e ajudaria a resolver problemas de rendimento que têm surgido nos momentos decisivos. “É uma oportunidade brilhante — se se confirmar. Nada me surpreende no futebol. Se tudo avançar como parece, é o encaixe perfeito para o Rangers”, disse no Scottish Football Podcast.

A convicção assenta no perfil competitivo do técnico. “O Derek é extremamente competitivo. Viu-se isso no ano passado, quando muitos pensavam que a sua equipa ia cair. Pela sua mão e pelas contratações que fez, manteve-se competitiva até ao fim. Tendo jogado no Rangers e com a afinidade que tem com o clube, seria uma nomeação fantástica”, reforçou Docherty, recordando ainda as várias épocas em que McInnes levou o Aberdeen a discutir títulos com o Celtic de Brendan Rodgers.

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Os críticos têm apontado a mentalidade como um calcanhar de Aquiles dos azuis de Glasgow. Na chegada à fase final do campeonato da época passada, o Rangers era segundo, a um ponto do Hearts e à frente do Celtic. Rohl definiu então “cinco finais” até ao fim, mas a equipa perdeu quatro e acabou distante no terceiro lugar. Para Docherty, a “aresta” competitiva de McInnes pode mudar esse cenário.

Rory Loy, antigo avançado de Rangers e Dundee, vê um “cenário perfeito” no Ibrox com a saída de Rohl e a entrada de McInnes. “Há três ou quatro semanas, alguns adeptos já queriam que Rohl saísse. Receber dinheiro pela sua saída e usar esse valor para contratar Derek McInnes não podia correr melhor para o Rangers. Acima de tudo, ele traz aquilo que tem faltado ao clube na última década: mentalidade”, afirmou no mesmo podcast.

McInnes soma a Taça da Liga conquistada com o Aberdeen em 2014 e o título do Championship com o Kilmarnock, mas a sua carreira tem sido marcada por tirar o máximo de plantéis que enfrentam adversários com mais recursos. Em Pittodrie, bateu-se com o Celtic de Rodgers em finais e na liga; em Kilmarnock, somou vitórias sobre os dois grandes de Glasgow a caminho da Europa na sua segunda época; e no Hearts assinou a melhor pontuação de sempre do clube, perdendo o título nos derradeiros minutos para o Celtic de Martin O’Neill, que chega à nova temporada com uma dobradinha (liga e Taça da Escócia) no bolso.

“Se McInnes fosse o treinador do Rangers à entrada para a fase final da última época, a equipa não colapsava. Podia não ganhar, mas levava a decisão até ao último dia”, acredita Loy. Já Docherty projeta uma corrida ao título ao rubro caso o cenário se confirme: “Se Martin O’Neill estiver no Celtic e Derek McInnes no Rangers, vamos ter uma luta tremenda pelo campeonato. A grande força do Derek é a longevidade: 18 anos como treinador, 15 comigo como adjunto — é notável a consistência e o nível de sucesso.”


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