O adeus a Igor Protti gerou uma onda de comoção em Cecina, onde muitas pessoas se reuniram junto à sala de despedidas do cemitério para homenagear o antigo avançado. Nas redes sociais, multiplicaram-se os testemunhos de amigos, jornalistas e admiradores, lembrando o goleador e o homem de carácter que marcou gerações em Bari e Livorno.
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Luigi Guelpa recordou Protti longe do ruído do estádio: o passo lento e determinado até ao altar, de braço dado com a filha Noemi, como símbolo de força íntima e bondade. Para lá dos números de um extraordinário ponta-de-lança, sublinhou a marca humana que deixou pelo calor que dava aos outros.
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Massimo Mattei traçou um retrato de Tirrenia e do impacto de Protti na comunidade: um dia de lágrimas e sorrisos, entre banhos de mar e memórias, onde “o capitão” nunca foi apenas mais um. Uma homenagem sentida que lembra que a verdadeira maravilha está no olhar de quem a vive.
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Lorenzo Cristallo evocou o “triplo apito” da última noite e a carta de despedida que Protti publicou nas redes. Falou de uma partida contra a doença começada em desvantagem, mas enfrentada com coragem e dignidade, abraçado por um país inteiro — muito para lá de Bari, Livorno, Lazio ou Nápoles. A última imagem pública: em maio, a levar a filha Noemi ao altar.
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Giampiero Bigazzi recuperou uma história de infância: o pai, Flavio, levá-lo ao estaleiro durante dias antes de lhe comprar a bola, uma lição de vida que ajudou a moldar o seu carácter. Confessou a afeição antiga por Protti, por Cristiano Lucarelli e pelo Livorno, feita de romantismo e camisolas guardadas na memória.
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Adamo Romano lembrou os tempos do cântico “Prottigol”, que ecoou da Serie C à Serie A. Para ele, Protti marcava em qualquer campo, indiferente ao adversário ou à categoria, e tinha “uma alma com peso”, feita de lama, relva e suor. Rejeitou o rótulo de “bombeiro de província”: via nele um fora-de-série que escolheu o cheiro da terra em vez das coroas fáceis.
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Leandro Barsotti escreveu sobre a luta contra um tumor do cólon: diagnóstico em julho de 2025, progressão em setembro e a última aparição pública em maio de 2026, quando, já debilitado, conduziu a filha ao altar. Recordou as palavras de despedida de Protti — “esta esplêndida viagem chegou ao apito final” — e o desejo de que seja um “até já” e não um adeus. Protti morreu aos 58 anos.
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Dionisio Ciccarese revisitou 1995/96, quando Protti disputou o título de artilheiro com Giuseppe Signori (ambos com 24 golos). Contou que Arrigo Sacchi acabou por não convocar nenhum dos dois para o Euro’96, optando por Enrico Chiesa, Pierluigi Casiraghi, Fabrizio Ravanelli e Gianfranco Zola, numa campanha que terminou cedo para a Itália. Para Ciccarese, o “Zar” merecia a chamada, pelo talento e pelo exemplo. Na despedida, citou de novo Protti: “esta esplêndida viagem chegou ao apito final”.
Entre números, golos e memórias, fica a imagem de um capitão que uniu bancadas e cidades. O ‘Zar’ de Bari e Livorno parte, mas a sua pegada humana e desportiva permanece viva no futebol italiano.
